domingo, 11 de novembro de 2012

Qual o Futuro da Humanidade?



 Na correria do dia a dia não percebemos fatos corriqueiros que acontecem na nossa vida, como levar o filho à escola. Foi num desses dias que o observei atravessar a rua com o seu amigo, ambos com dez anos de idade, e pensei: eis aí o futuro da humanidade.

Se analisarmos que todas as crianças são adultos em potencial e que deviam ser trabalhados desde a infância, vemos então uma futuro incerto. Porque vários fatores influenciam nesta correlação.

Trabalhando com a condicional “se”, diríamos que a escola, enquanto aprendizagem possui um papel importante: trabalhar a criança individual ou coletivamente as potencialidades (de acordo com a possibilidade/necessidade) como a autoestima do infante. Se a escola conseguisse trabalhar essas potencialidades, teríamos adultos-cidadãos e trabalhadores compromissados com o mercado de trabalho futuro.  Então, o papel da escola, enquanto aprendizagem é sim relevante. Mas o papel mais importante e primordial no desenvolvimento das crianças é a participação dos pais enquanto família.

 Há uma grande confusão entre educação e aprendizagem.

Não podemos esquecer que a educação vem de berço, de casa, da família. Enquanto, a aprendizagem, da escola com a colaboração dos pais nesta árdua tarefa que é ensinar.

No entanto, o que acontece hoje é a desfragmentação da unidade familiar. Pais que “acham”, na melhor forma do achismo, que gritar é educar; que bater ou espancar é educar; que trocar o leite das crianças por cigarros, bebidas alcoólicas ou entorpecentes, para depois mendigar auxílio social do governo é criar filhos. Sem contar na violência atroz que vemos todos os dias nos jornais.

Por conta disso, vemos adolescentes imersos em problemas psicoexistenciais devido à convivência com pais neuróticos e irritados. Desestabilizados emocionalmente para educar seus filhos, geram jovens que se tornam adultos mal-humorados, tímidos, fechados. Uma vez que todas as reprimendas, observações e advertências, têm por intuito a censura, humilhação, estigmatização. Famílias desestruturadas, lares destruídos pela incompreensão. O único caminho que encontram é o das drogas.

 Estamos vivendo uma inversão de valores, onde a própria sociedade criou um paternalismo absurdo. Vemos, pois, esses “pais” transferirem sua tarefa, eu diria dever de educar ao Poder Público.

E então, onde ficariam as potencialidades que deveriam ser trabalhadas nas crianças que seriam o futuro da nação? Há quem diga que a culpa é do governo, seja federal ou estadual, pois o sistema de ensino utilizado hoje, não atende a estas expectativas. Mas, não podemos nos esquecer de que estamos trabalhando com a partícula condicional “se”. Há outros fatores que interferem nesta proposição, o fator renda, social, familiar, mídias sociais, dentre tantos outros.

 Entretanto, esses fatores não deveriam criar empecilhos para que os pais deixem de educar seus filhos. O abandono dos pais na educação dos seus rebentos gera criaturas excluídas e marginalizadas nos crimes, tráfico de drogas ou no próprio consumo dela.

 Precisamos de pais que tenham força de vontade e que se esforcem hoje para que seus filhos sejam realmente o futuro de uma nação.

 Ter filhos não é obra do acaso, não é apenas reprodução de seres humanos. É acima de tudo a parcela de responsabilidade de cada um na obra da criação.  Deus nos dá a árdua tarefa de educar para que possamos trazer a criatura que está sob nosso cuidado, enquanto filhos, para o caminho do bem e não podemos falhar na formação desses seres que nos são enviados. Plantemos o amor, para termos bons frutos na colheita.
           



Uma corrente do bem, adira a essa ideia!

 Por  Glau Tambra